Que eu sinta mais medo de não viver do que de errar vivendo.
Porque os erros, com o tempo, viram histórias. Mas as vidas não vividas viram fantasmas.
Que eu não faça do medo uma casa,
nem da prudência uma prisão elegante.
Que eu não confunda segurança com paz,
nem sobrevivência com existência.
Prefiro os arranhões de quem atravessou a floresta ao conforto intacto de quem nunca saiu da margem.
A vida não pede perfeição.
Pede presença.
Pede coragem suficiente para dizer "sim"
ao desconhecido que nos chama pelo nome.
No fim, quase ninguém se arrepende dos caminhos percorridos.
O que pesa é a música que não foi dançada,
o amor que não foi declarado, a estrada que permaneceu apenas imaginada.
Então que eu erre.
Que eu tropece.
Que eu precise recomeçar cem vezes,
se for preciso.
Mas que eu nunca permita que o medo de cair me impeça de descobrir até onde minhas asas poderiam me levar.
@julianavitalp



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