"Você pode gostar muito de alguém e ainda assim reconhecer que aquilo não é suficiente pra você. Sentimento explica o que você sente, mas não precisa decidir onde você fica. Às vezes, escolher a si mesma é a decisão mais difícil, e também a mais necessária."
Para de se relacionar com as intenções das pessoas começa a se relacionar com o que elas são, com o que elas fazem. Intenção, todo mundo tem. Tem gente que tem intenção de te amar, tem gente que tem intenção de te ligar, a intenção de mudar, a intenção de estar presente, mas intenção sozinha não constrói absolutamente nada. Eu posso ter a melhor intenção do mundo de cuidar de uma planta, mas se eu não regar, ela morre. E não é porque eu sou uma pessoa ruim, é porque a planta não sobrevive de intenção. E a gente também não. Às vezes a gente perdoa muita coisa porque conhece o coração de alguém, ou acha que conhece. Ah, mas eu sei o que ela queria. Ah, mas ela tentou. Eu sei que a intenção foi boa. Ok, mas o que está chegando pra você? Foi cuidado? Ou foi ausência? Foi presença ou foi promessa? Foi amor? Ou só a intenção de te amar? Existe um abismo enorme entre o que alguém sente e o que alguém escolhe fazer com aquilo que sente. Eu também já me apaixonei pelas intenções, mas a maturidade faz a gente perceber que relacionamento nenhum acontece no futuro, ele acontece nas escolhas e no comprometimento do agora. E o presente sempre responde uma pergunta muito simples: Essa pessoa está sendo ou só gostaria de ser? E ao entender essa resposta aí a gente entende que não dá pra viver na intenção de ninguém. A gente vive as consequências das escolhas dela, porque quem ama, abraça, cuida e permanece, é a ação, nunca a intenção.
— .(Escrito dia 13/08/2026, às 11:56)


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