No dia em que entenderem que preciso admirar a mente de alguém pra eu me apaixonar, entenderão porque quase ninguém me interessa. {...}
Se relacionar com gente gostosa é bom, mas você já experimentou gente muito inteligente? Pra mim, isso é a forma mais elegante, afrodisíaca e gostosa de desenvolvimento pessoal que existe. Relacionamento, eles costumam ser vendidos como um lugar de descanso, né? Mas quando você encontra alguém realmente muito inteligente, esse relacionamento também pode virar uma espécie de academia. Não porque a pessoa exige de você, justamente o contrário. As pessoas mais interessantes, elas costumam ser as que menos pedem. Elas não imploram por atenção, não fiscalizam tua disciplina, não exigem que você leia, treine ou cresça. Ela simplesmente existe no nível de presença que faz a tua mediocridade ficar desconfortável. Esse talvez seja um dos poderes mais nobres que alguém pode exercer sobre outra pessoa: Não controlar os seus comportamentos, mas elevar os seus padrões, porque padrões contagiam, né? Uma pessoa gostosa, ela desperta desejo, mas uma pessoa muito inteligente, ao meu ver, ela desperta expansão. Você começa a ler mais porque quer continuar acompanhando aquela conversa por horas. Você começa a estudar mais porque quer ter algo interessante pra acrescentar. Você passa a cuidar melhor da própria vida porque percebe que pessoas fodas dificilmente permanecem em ambientes medíocres. E existe uma coisa ainda mais bonita nisso tudo: Pessoas muito inteligentes raramente precisam de você. E é justamente o motivo pelo qual a presença delas tem tanto valor. Elas não ficam por necessidade, elas ficam porque têm relevância ali. Ou seja, quem não é necessário, só fica se for relevante. "Ah, mas tem que me aceitar como eu sou." Claro, mas por que que você não pode se tornar um você Plus Pro Max Premium, né? Isso não é sobre evoluir com medo de perder alguém. Até porque se toda essa transformação existir apenas pelo medo de perder alguém, ele tem um prazo de validade. O objetivo, ao meu ver, é chegar ao ponto de que você olha pra trás e percebe que graças àquela pessoa, você finalmente se tornou alguém que você não abriria mão de você mesmo. Você para de perguntar: Como eu faço pra essa pessoa não ir embora? E começa a perguntar: Quem eu preciso me tornar pra que a minha presença continue sendo uma experiência interessante? No fim, a gente chega numa idade mental que o maior afrodisíaco não é só mais um corpo bonito, né? É aquela conversa que faz você esquecer de olhar o relógio. Eu acredito que talvez, a maior presente de amar alguém extraordinário não seja conquistar essa pessoa. Seja descobrir que no caminho até ela, você acabou conquistando a única pessoa que vai passar todos os dias da sua vida do teu lado: Você mesma.
— .(Escrito dia 26/07/2026, às 16:02)


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