Anseios (Florbela Espanca)
Meu doido cora��o aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre cora��o olha que cais!
Deixa-te estar quietinho! N�o amais
A doce quieta��o da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
N�o valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra pris�o!
Ai, v� l� bem, � doido cora��o,
N�o te deslumbres o brilho do luar!...
N�o "stendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a solu�ar...
Meu doido cora��o aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre cora��o olha que cais!
Deixa-te estar quietinho! N�o amais
A doce quieta��o da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
N�o valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra pris�o!
Ai, v� l� bem, � doido cora��o,
N�o te deslumbres o brilho do luar!...
N�o "stendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a solu�ar...

Amo como ama o amor.
N?o conhe?o nenhuma
Outra raz?o
Para amar sen?o amar.
Que queres que te diga,
Al?m de que te amo,
Se o que quero dizer-te ?
Que te amo?
