Você não nasceu no mundo, você nasceu numa percepção dele. Duas pessoas na mesma sala, mesma circunstância, mesmo momento, realidades completamente diferentes. Não porque o mundo mudou, mas porque elas mudaram. O que você chama de realidade é a melhor estimativa do teu sistema nervoso sobre o que existe lá fora. Você nunca viu o mundo diretamente. Nem uma vez. O que significa que a prisão nunca esteve lá fora ou nunca está lá fora. A limitação nunca são as circunstâncias, é sempre a percepção através da qual você as interpreta. Muda a percepção e esse mesmo mundo se torna um lugar completamente diferente. Não metaforicamente, literalmente. Isso é ao mesmo tempo a coisa mais libertadora e a coisa mais aterradora. Libertador porque significa que nada é fixo. Aterrador porque significa que você não pode mais culpar o mundo exterior. O mundo que você está experimentando é o mundo que sua capacidade de consciência atual pode ver. Nada mais e nada menos. E no momento que esse nível muda, tudo muda junto. Não porque o mundo mudou, mas porque quem o percebe mudou.
— .(Escrito dia 21/07/2026, às 17:09)


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