Traumas e experiências difíceis podem explicar muitos dos nossos comportamentos, mas não precisam definir quem seremos. Chega um momento em que é necessário sair da posição de sobrevivente, olhar para as próprias feridas com honestidade e decidir o que fazer com elas: Curá-las, ressignificá-las ou aprender a conviver com suas marcas. Essa escolha exige responsabilidade — Não pelo passado que nos formou, mas pela pessoa que decidimos construir a partir dele. A forma como alguém foi criado influencia sua trajetória, porém não determina para sempre suas atitudes. O trauma pode ser uma explicação, jamais uma justificativa para ferir, permanecer estagnado ou transferir aos outros o peso das próprias escolhas. Crescer é desaprender padrões nocivos, buscar mudança e assumir, com coragem, a responsabilidade pela pessoa que existe depois de tudo o que ocorreu. Não tem foto, não tem data. A maior parte do que você evoluiu não tem como você mostrar pra ninguém. Mas ela vai se refletir na maneira como você reage diferente a situações que antes te destruíam. Na conversa que você não conseguiria ter tido um ano atrás e naquela paz que chegou de mansinho onde antes só tinha atrito. O processo de crescimento, na maioria das vezes, é invisível, mas isso não significa que não aconteceu.
— .(Escrito dia 10/08/2026, às 17:43)


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