A gente precisa se sentir especial fazendo o que a gente faz. A gente precisa descobrir o que faz o nosso coração vibrar, o que dá cor à nossa vida. Deixar o coração descobrir qual é o nosso caminho, qual é a nossa praia, pra onde a gente vai, o que faz a gente ser feliz. Os dias serem menos cansativos. E isso não é um milagre, não é uma coisa que a gente encontra e descobre acordando de manhã e falando, agora eu sei. São pequenos movimentos que vão direcionando a gente pra um lugar que a gente se sente mais confortável fazendo o que a gente faz. Que a gente se sente mais preenchida. Que a gente sente que a gente tem mais valor. E descobrir qual é a nossa praia, o que faz o nosso coração vibrar nessa vida é uma das coisas mais especiais e mais importantes. Porque é isso que vai ser a nossa companhia. Nosso melhor amigo até o fim dessa vida. Descobrir o que faz a gente se sentir orgulhosa de nós mesmas e sentir que a gente faz alguma coisa que faz outras pessoas felizes também. Pois saber do que você gosta, isto é, ter o conhecimento dos teus interesses, é de fato um dos maiores poderes que existe. É, na verdade, um modo de ser preciso, de andar com uma bússola, de saber pra onde apontar o seu olhar. Isso vai te poupar de tanta coisa, porque poupa você de estar onde não deves e te aproxima das pessoas certas, atrai cada vez mais aquilo que você procura. É uma mágica. É como adentrar um oceano, seja qual for o seu, e descobrir que ele é infinitamente maior do que parecia lá da faixa de areia e que há tipos de vida dentro dele que você jamais imaginou encontrar. Você vai mergulhando cada vez mais fundo e aquela água vai te puxando cada vez mais pra baixo. É assim que a gente encontra a nossa tribo, é assim que as cores voltam para as coisas, é assim que vagarosamente a gente vai deixando de estar perdida. Afinal, não é o vento do último dia que decide pra que lado a árvore cai, ela tombará na direção em que passou anos se inclinando.
— .(Escrito dia 12/08/2026, às 20:24)


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